A história

A Casa

Primeiro foi uma palavra; depois, uma fachada preta com letras douradas na Rua Emílio M’Bidi. Esta é a casa que fizemos para a cidade que nos deu o nome.

Em Luanda, quem se deixa levar «entra em parampas» — perde a compostura, por bons motivos. O Paulo Flores cantou o coração em parampas; nós preferimos servi-lo à mesa. O nome é uma homenagem ao falar da cidade, e o Я invertido do letreiro é a nossa maneira de o dizer com um sorriso.

A casa foi desenhada ao detalhe: madeira ripada, couro conhaque, latão escovado, linho terracota. Uma sala para ficar, um balcão de granito com uma das garrafeiras mais completas da cidade, e uma esplanada de linho amarelo-lima onde o fim de tarde se estende até ao último café.

Na cozinha, o receituário angolano encontra a técnica clássica — o mufete ganha emulsão, a ginguba vira praliné, o maboque entra no copo. Nada de pressa: guardamos o tempo para quem está à mesa.

Reservar mesa

Espelhos entalhados e as letras douradas The Iconic na parede da sala
A parede The Iconic
Do falar de Luanda

pa·ram·pas

1. Estado de doce atrapalhação; perder a compostura por bons motivos.

2. Efeito conhecido de uma noite bem servida entre a brasa, o mar e o balcão.

«Já começas a entrar em parampas…»